sábado, 7 de julho de 2012

E essa voz repetindo constantemente dentro de mim: Gorda. Gorda. E a culpa é toda sua.
Esses reflexos no espelho me dizendo que devo voltar a contar calorias, que devo tomar o controle outra vez.

sábado, 9 de junho de 2012



E, quando eu penso que as coisas acabaram, elas voltam de uma forma tão agressiva e silenciosa. Não quero escrever sobre isso, na verdade, mas gostei desse vídeo, então decidi postar.

domingo, 27 de maio de 2012

But in the end, the only steps that matter are the ones you take all by yourself.


Não tenho postado muito, em parte por estar sem tempo, e em parte por não ter sentido necessidade de escrever, de colocar coisas pra fora. Acho que finalmente posso dizer que estou aceitando esse novo eu, que estou sabendo lidar com todas as coisas bonitas que tenho sentido. Sei que meus últimos posts foram confusos, e que eu parecia estar desmoronando outra vez. Mas agora posso entender que eu estava apenas assustada com o desconhecido.
É tão estranho, eu passei os últimos anos convivendo com todas essas dores, medos e desamores que vazavam de mim sem esforço algum. Escrever era fácil porque, de certa forma, era tudo que eu conseguia fazer com tudo aquilo que eu sentia. Eu precisava deixar transbordar, eu precisava enfiar o dedo na garganta e deixar todas as palavras colorirem o papel. Eu precisava porque aquilo tudo, quando dentro de mim, me sufocava. E agora não tem nada que eu queira que transborde, não tem nenhum sentimento que eu queira arrancar de mim. Muito pelo contrário, eu quero que fique, que grude, que não escape, que não acabe.
Eu passei esses últimos anos acreditando que ser uma garota quebrada era o que me fazia diferente das outras garotas. Eu tinha tanto medo de, estando consertada, me tornar apenas mais uma na multidão. Eu temia que eu não tivesse mais nada a oferecer. E quando eu percebi que escrever já não era tão fácil, que tirar fotos, ler e escapar da realidade já não eram necessidades, eu me desesperei. Quem eu havia me tornado? Eu gostava dessa minha nova versão?
E quer saber? Eu gosto! Embora às vezes eu ainda me assuste, e às vezes eu ainda sinta necessidade de me esconder pra inexistir um pouco. Às vezes ainda sinto que estou quebrada, ainda sinto vergonha por meus problemas, meus exageros e dramas. Às vezes eu só quero sentar e deixar que a vida passe sem mim. Mas esses "às vezes" duram tão pouco, mal conseguem se sustentar até o fim de um texto. Simplesmente passam.
 Na maioria dos dias eu acordo e sequer lembro que há alguns meses eu pesava oito quilos a menos, que eu odiava meu reflexo no espelho, que eu não sorria sequer uma vez ao dia. Eu simplesmente esqueço-me das coisas com as quais eu me importava tanto, esqueço-me das coisas que me machucavam tanto. Eu só penso no agora, no que posso fazer com meu dia.

terça-feira, 17 de abril de 2012


E dessa vez eu não suportei. Dessa vez eu desmoronei. Dessa vez, essa parte de mim venceu. Dessa vez meus tornozelos realmente ardem e neles existem novas marcas. Dessa vez senti o vazio, a falta de pulso. Dessa vez senti todo medo, toda vontade de escapar, me esconder e inexistir.

segunda-feira, 16 de abril de 2012


E hoje, hoje eu não consigo acreditar nessa força, nessa calma e alegria que tenho me gabado por conquistar. Hoje, hoje sequer sei se quero isso pra mim, se me importo. Tento lembrar de tudo que conquistei, de todas as coisas que costumam me manter em pé, firme e segura, mas sinto com se elas escapassem de mim, como se escorressem por entre meus dedos. E eu não sei mais se tenho algo para perder. E eu não sei mais se sou digna de ter algo, de ter alguém. E eu não sei mais quem eu sou, não sei mais como parei aqui.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Minha pele está tão limpa, meus braços e tornozelos estão tão lisos e macios. Falta algo, faltam marcas. E sinto tanta saudade, tanta falta de força, tanto vazio e tanta vontade. Quem sabe apenas um pequeno arranhão, só isso.
E só eu sei o quanto preciso me segurar para não ceder, para não deslizar a lâmina pela pele mais uma vez. Porque eu sei que não seria apenas um arranhão, eu sei que logo estaria com os braços cheios, com a cabeça planejando novos cortes, novas direções, e, quando eu menos esperasse, seria só nisso que eu poderia pensar.
Então fico aqui, olhando para meus pulsos vazios e tentando me orgulhar, tentando não sentir falta.