Olá! Sim, eu sei que eu simplesmente evaporei nos últimos dias, e sei que eu havia dito que meus posts se tornariam mais frequentes, mas, preciso que entendam que estou viajando e que semana passada estava uma confusão na minha casa com aquela correria de arrumar os ninhos de natal e comprar roupas de emergência para viagem.
Nos últimos dias tenho sentido milhões de sensações diferentes, às vezes boas, às vezes dolorosas demais. Às vezes simplesmente sinto que não dá mais, que é melhor desistir, voltar atrás, deixar de me importar, e outras vezes sinto que sou forte, que tudo vai ficar bem, que eu posso e preciso comer mais.
Sábado, pela primeira vez nas últimas semanas, não tive apetite. Tive aquela sensação horrorosa de querer dormir para fazer passar, de querer que todo mundo me deixasse em paz e esquecesse que eu existo. Naquele momento eu desejava tanto que eu pudesse estar sozinha, que eu pudesse me destruir e não ter ninguém para se magoar, para se culpar, para sentir por mim. Felizmente a sensação logo passou, eu sentei na mesa e comi, e ri, e esqueci que comer poderia doer tanto.
Ao mesmo tempo em que me senti tão leve e calma com minha família, que me senti saudável e que tive vontade de lutar contra essas contas calóricas que ficam martelando na minha cabeça, tive vontade de gritar todas as vezes em que me olharam, em que me julgaram, em que analisaram meu corpo e fizeram comentários. Sim, eu sei que estou magra. Sim, eu sei que meu corpo está feio. Sim, eu sei que aparento estar doente e que eu preciso ganhar peso. Eu sei de todas essas coisas, e acho que todos deveriam imaginar que me dói que as pessoas pensem que eu preciso ser avisada quando na verdade eu já sei, e eu estou tentanto, tentando ao máximo, tentando com toda minha força e calma, melhorar, porque eu quero, mais do que ninguém, me olhar no espelho e amar cada pedaço de mim. Mas às vezes simplesmente dói e eu não sei o que fazer. Às vezes simplesmente dói, mesmo que eu deseje comer, mesmo que eu veja me corpo cheio de ossos e manchas, dói.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Sabe quando você perde alguns quilos – ou aparenta ter perdido peso – e as pessoas começam a reparar e a comentar coisas como: “Nossa, você está linda!”, “Você emagreceu? Tô te achando mais bonita.”? Então... é aí que a coisa começa a piorar.
Até os doze anos eu sempre fui magra – naturalmente magra – e por isso nunca me importei muito com minha alimentação e comia todas as porcarias possíveis. Só que, a partir dos meus treze anos, eu passei a engordar sem ao menos perceber (como eu já comentei em um post anterior) e as pessoas passaram a comentar, a dar dicas, a dizer que eu devia me cuidar um pouquinho mais, fechar um pouco a boca. Na época eu não dei ouvidos, eu realmente não reparava tanto em meus quilinhos a mais, e quando reparava não conseguia me importar o suficiente para resistir a uma bacia de pipoca.
Não sei ao certo como aconteceu, mas, no verão entre 2009 e 2010, eu perdi alguns quilos, talvez por comer menos sem reparar, talvez por ter percebido meu ganho de peso e ter, inconscientemente, passado a comer um pouco menos. E as pessoas voltaram a comentar, dessa vez coisas positivas. As pessoas elogiam tanto quando alguém perde peso, fazem a pessoa sentir como se ela fosse incrivelmente linda, como se ela tivesse mudado para algo muito melhor. E eu senti isso, eu senti toda aquela alegria de receber elogios, toda aquela magia em me sentir linda. Foi aí que eu comecei a sentir medo de voltar ao meu antigo peso. Eu senti medo de voltar a ter aqueles olhares de pena, de escutar pessoas sussurrando sobre como minha blusa me deixou gorda. Eu senti medo de perder todos esses elogios, todas essas pessoas que pareciam sentir inveja de mim. Eu me sentia feliz porque eu pensava que estava causando inveja em alguém, porque eu acreditava que eu estava a alguns passos de um corpo perfeito. Mal eu sabia que eu estava a menos de um passo de meu inferno pessoal.
Eu passei a diminuir as calorias cada vez mais, passei a pular refeições, a dormir no horário do almoço; a acordar tarde para não precisar tomar café da manhã. Eu tentava dormir o máximo que eu pudesse, e quando estava acordada eu bebia térmicas de café para evitar a fome. Rapidamente as coisas foram piorando, as porções foram ficando cada dia menores e os intervalos entre uma refeição e outra passaram a contar dias e não horas.
Eu passei a sentir culpa por cada garfada que eu desse, por cada gole de algo que não fosse água ou café. Meus pais passaram a desconfiar, e então eu comecei a fazer pesquisas que duravam a tarde toda, eu corria de um link para outro, criando planos de como escapar de refeições, de como me livrar daquilo que eu havia comido e não queria mais sentir dentro de mim, de como enganar as pessoas ao meu redor, de como enganar meu estômago.
Talvez se as pessoas não tivessem comentado, talvez se elas soubessem elogiar por um cabelo bonito, por uma pele macia, por um texto bem escrito ou por uma boa escolha de roupa, as coisas não tivessem chegado a esse ponto. Talvez se as pessoas não pensassem tanto que ser magra significa ser bonita, que ser magra significa ser saudável, que ser magra é algo que merece ser elogiado e visto como exemplo, muitas garotas não chegariam a pontos tão perigosos. Talvez se as pessoas entendessem de uma vez por todas que todo mundo merece se sentir perfeito exatamente da forma como é, deixaria de existir pessoas que se destroem para se sentir confortável dentro de si.
"Glamour: É verdade que você tem tatuagens cobrindo suas cicatrizes de cortes?
Demi Lovato: Eu acho que, de uma maneira bonita, as cicatrizes são como feridas de batalha. Elas mostram o que você passou e quão forte você se tornou. Minhas tatuagens dizem “stay” (fique) em um pulso e “strong” (forte) no outro. Agora, eu sou capaz de olhar para elas e ficar agradecida por continuar viva, eu acho que venho sido abençoada ao longo deste último ano por ser capaz de começar de novo."
Demi Lovato: Eu acho que, de uma maneira bonita, as cicatrizes são como feridas de batalha. Elas mostram o que você passou e quão forte você se tornou. Minhas tatuagens dizem “stay” (fique) em um pulso e “strong” (forte) no outro. Agora, eu sou capaz de olhar para elas e ficar agradecida por continuar viva, eu acho que venho sido abençoada ao longo deste último ano por ser capaz de começar de novo."
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Bom dia. Sei que faz dias que eu não posto nada, mas estive sem ideias de assuntos para comentar, e, como ainda estou em um estado de adaptação – ou seja, ainda estou aprendendo a lidar com a pessoa que estou me tornando, com o não me importar tanto com peso, com porções exatas, com calorias a mais – não é todo os dias em que consigo ter uma visão positiva sobre a ana/mia.
Mas, como prometi ser sincera, decidi falar sobre isso. Estou finalmente chegando em uma fase onde eu me olho no espelho e em fotos e enxergo exatamente a minha imagem atual, enxergo os ossos expostos, as manchas e cicatrizes, enxergo minhas mãos magras, mas também enxergo meus cabelos mais macios, minha pele mais saudável, meu rosto mais corado, meus olhos mais brilhosos, minhas unhas mais fortes. Eu finalmente consigo me ver como um todo, ver todos os defeitos e todas as qualidades, e isso tem me ajudado a melhorar um pouquinho a cada dia. Eu tenho sentido medo de emagrecer, eu tenho sentido vontade de engordar, de aparentar a minha real idade.
Eu sempre tive muito medo de crescer, de me tornar adulta, de me tornar uma mulher aos olhos dos outros. Eu sempre gostei de ser a garota fofa, a garota pequenina, e desejar tanto isso foi uma das coisas que mais me empurrou para a ana. Eu sabia que, se eu não comesse mais, eu continuaria pequena, eu manteria meu corpo infantil, eu jamais seria vista como um objeto sexual ou como uma mulher. E foi o que aconteceu, eu tenho 17 anos e não menstruo mais. Eu tenho 17 anos e visto roupas de criança. E isso não é bonito, embora costumasse parecer bonito quando não era real, quando eu não sentia nem percebia. Isso é triste, isso machuca de se olhar.
E todos os dias eu acordo de manhã e espero que algo aconteça, que as coisas voltem ao normal. Eu não quero mais ser vista como criança, eu não quero mais precisar de ajuda. Por isso, por finalmente enxergar e sentir todo o meu estado, por ter plena consciência de tudo que vem acontecendo ao meu corpo, eu tenho me esforçado ao máximo para comer um pouco mais, para não pensar em calorias, para ignorar embalagens, para não conversar sobre peso com as outras pessoas, para não exagerar em exercícios, para sorrir e me divertir um pouquinho mais.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Acredito que uma das coisas que mais me ajudou a superar a ana/mia foi ter o apoio de uma nutricionista. O fato de ter uma rotina alimentar, de ter porções corretinhas e horários a serem seguidos, me ajudou muito.
Antes da minha primeira consulta pensei logo que ela iria me obrigar a comer coisas pesadas, a voltar a comer carne, a comer porções gigantes. Mas não, muito pelo contrário, ela foi extremamente calma ao me passar uma dieta. Minha dieta era completamente básica, com as menores porções possíveis, ela escolheu me indicar alimentos leves e me deixar bem livre para escolher as variações do meu cardápio. Obviamente que quando ela passou a dieta eu achei absurdamente enorme, pensei que eu jamais conseguiria comer tudo aquilo. Foi, sem dúvida alguma, uma das fases mais complicadas, pois eu tive que me obrigar a comer, eu tive que me convencer, a cada refeição, de que aquilo tudo era necessário, de que eu não estava comendo demais, de que na verdade era bem menos comida do que eu estava imaginando.
Aos poucos, depois de vários e vários meses, depois de chorar durante refeições inteiras, depois de culpar deus e o mundo, depois de me culpar, depois de ter crises, depois de voltar milhões de vezes, depois de me machucar, depois de doer muito, depois de pensar em desistir, depois de desistir e depois de desistir de desistir, consegui aumentar algumas coisas na dieta, acrescentando mais frutas, mais saladas, mais proteínas e sucos. Aos poucos eu fui voltando a conhecer meu gosto, conheci sabores novos, e voltei a ter apetite. Mas, isso não aconteceu de uma hora para a outra, levou mais de um ano.
Então, o que eu quero dizer é que vocês não devem esperar que as coisas voltem ao normal rapidamente, não devem servir um prato e esperar que vocês voltem a comer como costumavam, pois isso seria correr antes de aprender a caminhar. Aprendam a caminhar.
Boa tarde, quase noite haha Estou de férias não oficiais, portanto acho que os posts se tornarão mais freqüentes.
Sábado eu decidi fazer bolo, mas eu não estava com vontade de comer bolo de caixinha, muito menos meu quase clássico bolo de milho verde. Então eu decidi pegar alguma receita na internet e arriscar. Escolhi um bolo integral de cenoura, e acabei modificando um pouco a receita (e pretendo modificar mais, não gostei do fato de levar ovos).
Não gostei muito do sabor dele quente, mas quando frio fica ótima. Quando eu comi, eu coloquei geléia de abóbora por cima, só para ficar mais docinho.
A receita:
Bolo de cenoura, gengibre e mel
3 ovos
1 xícara de mel (coloquei um pouquinho menos)
1/3 xícara de chá de óleo
2 cenouras raladas
2 xícaras de farinha de trigo integral
½ colher de sopa de fermento em pó
Um pedaço pequeno de gengibre ralado
Bata os ovos, as cenouras, o óleo, o gengibre e o mel no liquidificador. Leve a uma bacia e acrescente a farinha e o fermento. Leve ao forno em uma forma untada ou de silicone.
domingo, 27 de novembro de 2011
Hoje decidi olhar minhas fotos antigas, fotos da minha formatura da oitava série e de várias tardes que passei com meus amigos (as). São fotos que me machucam muito, mas por alguma razão eu senti necessidade de revê-las hoje.
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| 2008 |
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| 2009 |
Eu era tão diferente de hoje, tão completamente o oposto. Eu não dava a mínima para o meu peso, sequer entendia tabelas nutricionais, bebia refrigerante como se fosse água e devorava bacias de pipoca e panelas de brigadeiro. Eu não passava as tarde sozinha, eu não precisava me lambuzar com bloqueador solar para atravessar a rua, eu ria de pessoas como eu.
Não estou dizendo que eu era uma pessoa melhor, não estou dizendo que eu gostaria de voltar no tempo, só estou dizendo que eu era diferente e que eu não sei como me sentir em relação a quem eu era. Eu odeio tanto tantas partes da menina que eu costumava ser, e eu amo tanto outras partes. E eu sei que, de certa forma, meus problemas atuais são fruto do meu desleixo no passado. Até hoje me arrepia pensar como eu era gorda e não sabia, e não percebia, e não me sentia gorda. Eu era gorda e me via magra, não magra extrema, não magra até os ossos, mas magra saudável, magra aceitável. E saber que eu costumava ser assim, que eu costumava não perceber o real estado de meu corpo e imagem que este transmitia, até hoje me assusta. Eu quero me enxergar claramente como eu sou, e não enxergar aquilo que julgo ser ou aquilo que quero ser. E eu tenho tanto medo de engordar demais e não notar, de estar inchada, com roupas apertadas e coxas que se encontram.
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| 2010 |
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| Começo de 2011 |
| Hoje |
Acredito que, em parte, esse medo de algum dia voltar a não perceber certas coisas, me guiou ao extremo oposto. Não acho que esse seja o único motivo, pois posso citar um milhão deles, mas esse foi, sem dúvida alguma, um dos principais. Vocês não imaginam a vergonha que eu ainda sinto de meu corpo em 2008, muito menos as incontáveis vezes em que me olhei no espelho e vi ela, ali do outro lado, parada, me desafiando, ou as vezes em que eu olhava para o prato e lembrava do que meu corpo costumava ser.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Eu sei que esse vídeo é antigo, mas acho válido compartilhá-lo. E acho que Isabelle deveria servir de exemplo e inspiração para muitas garotas e garotos, mas não por sua magreza extrema, e sim por sua luta para viver, por todo peso que ela conseguiu recuperar, por ter sido forte até o último segundo.
Boa tarde!
Não sei se algum dia eu vou começar algum post com naturalidade ou sem ficar pensando “como você é boba, ninguém vai ler isso mesmo, escreve de qualquer jeito”. Anyway, hoje falarei de como tenho me sentido em relação a minha alimentação. Quando meus pais decidiram buscar ajuda profissional – há pouco mais de um ano -, eu tinha em mente que eu iria comer o suficiente para acordar todos os dias e me manter em pé, nada mais do que isso. Eu media a altura e comprimento de tortas e lasanhas, a quantidade exata de colheres e conchas, e, sempre que possível, diminuía alguma coisa. Eu, nessa época, ainda sentia que eu estava bem, que eu tinha o controle sobre tudo isso, pensava que, em qualquer momento, eu poderia voltar a comer como todo mundo.
Com o tempo, ao invés de eu ganhar peso – fui para a nutricionista pesando 46 quilos – eu perdi e, no verão do ano passado, cheguei a pesar 41 quilos. Foi então que eu percebi que eu não tinha mais controle. Eu me olhava no espelho e percebia que eu estava magra demais, que minha pele estava seca e que meus cabelos e unhas estavam fracos. Eu me olhava no espelho e sabia que eu não queria ser nada daquilo, que eu não queria conviver com meu estômago queimando, com meu corpo murcho e com meus ossos expostos. Eu queria conseguir me alimentar direito, queria me sentir calma após as refeições principais, mas eu simplesmente não conseguia.
Não sei se algum dia conseguirei expressar com precisão a dor horrível que eu sentia. Eu sentia peso, raiva, nojo, náusea, medo. Era como se eu precisasse fugir, como se eu precisasse me arranhar, gritar, chorar, morrer. E, todas às vezes que alguém repetia que eu deveria comer mais, que meu prato não estava cheio o suficiente, que eu poderia servir um pouco mais, que eu estava magra demais, que minhas roupas já haviam sido mais justas, eu sentia como se o mundo todo me odiasse e não se importasse comigo. Eu queria que alguém me libertasse, que alguém me dissesse o que fazer para as coisas voltarem ao normal.
A verdade é que, desde o começo desse ano, tenho lutado de verdade. Eu tenho ido e voltado, tenho aumentado porções, tentando me importar menos, tentado me distrair e me conhecer melhor. E a verdade é que, só agora, só depois de 11 meses, os resultados estão aparecendo. Eu me sinto viva, me sinto calma, e tenho um apetite que eu nunca imaginei que algum dia voltaria a ter. Eu ainda tenho controle sobre minha alimentação, ainda escolho muito meus alimentos e evito comidas gordurosas e carboidratos demais, mas nada comparado ao controle extremo que eu costumava ter. Tenho notado que aumentei bastante as porções, inclusive nos recheios de lasanhas e tortas, e que tenho me permitido comer doces e outras coisas que sinto vontade. Ainda não me pesei, pois minha próxima visita a nutricionista será no dia 13, mas sinto que meu corpo tem mudado – e o melhor é que eu não me sinto mal por isso, não me sinto culpada ou com medo, eu me sinto orgulhosa.
Meu almoço de hoje foi:
1- Panqueca com massa integral e recheio de: Molho com proteína de soja, brocólis, ricota, requeijão e milho.
2- Broto com amaranto.
3- Couve Chinesa, baby cenourinha e brocólis.
Ah, eu tomei um copo de suco de soja e comi um pedaço de chocolate meio amargo.
Beijos, até amanhã <3
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Passei pouco mais de cinco minutos digitando “olá”, apagando, olhando para o teclado e digitando outra vez. Fiz isso vezes o suficiente para perceber que, se eu não decidisse por outra forma de começar, eu jamais escreveria esse blog. Tenho adiado esse projeto por anos, e desde que tenho me sentido melhor comigo mesma, tenho pensado mais ainda em escrever sobre tudo o que passei e sobre tudo aquilo que ainda está por vir.
Talvez eu acabe escrevendo apenas para mim, mas tenho esperança de que alguma garota, tão perdida quanto eu estava, encontre meu blog e sinta algum conforto em saber que alguém superou, que alguém entende e se importa.
Na internet é muito fácil encontrar blogs sobre ana/mia, mas a maioria deles parecem escritos por pessoas que não percebem que certas coisas não devem se tornar públicas, que certas “dicas” são melhores quando não compartilhadas. É tão fácil você encontrar dicas de como se manter em pé sem comer, como suportar dias de NF, de como enganar seus pais, de como não ser ouvida quando está no banheiro. Você rapidamente encontra lista de alimentos pouco calóricos, de laxantes e chás fortes. E, quando você menos percebe, você já não sabe como tudo isso começou, já não sabe o que fazer para sair disso tudo.
E esse blog vem da idéia simples de contar como estão sendo meus dias, de como estão sendo minhas visitas à nutricionista, de como tenho me sentido em relação ao meu corpo e peso. Também pretendo compartilhar receitas, fotografias, filmes, livros, músicas e crises. Não prometo postar todos os dias, tampouco prometo ser sempre positiva, mas prometo ser sempre sincera, contar exatamente como me sinto, sem mentiras, sem enrolações e enfeites poéticos.
Knowing I can face the things
That used to see too hard
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