sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Boa tarde!
Não sei se algum dia eu vou começar algum post com naturalidade ou sem ficar pensando “como você é boba, ninguém vai ler isso mesmo, escreve de qualquer jeito”. Anyway, hoje falarei de como tenho me sentido em relação a minha alimentação. Quando meus pais decidiram buscar ajuda profissional – há pouco mais de um ano -, eu tinha em mente que eu iria comer o suficiente para acordar todos os dias e me manter em pé, nada mais do que isso. Eu media a altura e comprimento de tortas e lasanhas, a quantidade exata de colheres e conchas, e, sempre que possível, diminuía alguma coisa. Eu, nessa época, ainda sentia que eu estava bem, que eu tinha o controle sobre tudo isso, pensava que, em qualquer momento, eu poderia voltar a comer como todo mundo.
Com o tempo, ao invés de eu ganhar peso – fui para a nutricionista pesando 46 quilos – eu perdi e, no verão do ano passado, cheguei a pesar 41 quilos. Foi então que eu percebi que eu não tinha mais controle. Eu me olhava no espelho e percebia que eu estava magra demais, que minha pele estava seca e que meus cabelos e unhas estavam fracos. Eu me olhava no espelho e sabia que eu não queria ser nada daquilo, que eu não queria conviver com meu estômago queimando, com meu corpo murcho e com meus ossos expostos. Eu queria conseguir me alimentar direito, queria me sentir calma após as refeições principais, mas eu simplesmente não conseguia.
Não sei se algum dia conseguirei expressar com precisão a dor horrível que eu sentia. Eu sentia peso, raiva, nojo, náusea, medo. Era como se eu precisasse fugir, como se eu precisasse me arranhar, gritar, chorar, morrer. E, todas às vezes que alguém repetia que eu deveria comer mais, que meu prato não estava cheio o suficiente, que eu poderia servir um pouco mais, que eu estava magra demais, que minhas roupas já haviam sido mais justas, eu sentia como se o mundo todo me odiasse e não se importasse comigo. Eu queria que alguém me libertasse, que alguém me dissesse o que fazer para as coisas voltarem ao normal.
A verdade é que, desde o começo desse ano, tenho lutado de verdade. Eu tenho ido e voltado, tenho aumentado porções, tentando me importar menos, tentado me distrair e me conhecer melhor. E a verdade é que, só agora, só depois de 11 meses, os resultados estão aparecendo. Eu me sinto viva, me sinto calma, e tenho um apetite que eu nunca imaginei que algum dia voltaria a ter. Eu ainda tenho controle sobre minha alimentação, ainda escolho muito meus alimentos e evito comidas gordurosas e carboidratos demais, mas nada comparado ao controle extremo que eu costumava ter. Tenho notado que aumentei bastante as porções, inclusive nos recheios de lasanhas e tortas, e que tenho me permitido comer doces e outras coisas que sinto vontade. Ainda não me pesei, pois minha próxima visita a nutricionista será no dia 13, mas sinto que meu corpo tem mudado – e o melhor é que eu não me sinto mal por isso, não me sinto culpada ou com medo, eu me sinto orgulhosa.

Meu almoço de hoje foi:

 1- Panqueca com massa integral e recheio de: Molho com proteína de soja, brocólis, ricota, requeijão e milho.
2- Broto com amaranto.
3- Couve Chinesa, baby cenourinha e brocólis.
Ah, eu tomei um copo de suco de soja e comi um pedaço de chocolate meio amargo.


Beijos, até amanhã <3

Um comentário:

  1. Parabéns Mayara :)
    Já te acompanho a algum tempo, primeiro no forms, depois no face e blogs, conheço um pouquinho de sua luta e para mim vc é uma vitoriosa, e tb é um exemplo...
    Nas poucas conversas que temos por msn, sinto a pessoa sensível e verdadeira que vc é. Continuarei acompanhando seu blog e seus progressos.
    Bjo desse seu amigo virtual o/

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