quinta-feira, 12 de abril de 2012

Minha pele está tão limpa, meus braços e tornozelos estão tão lisos e macios. Falta algo, faltam marcas. E sinto tanta saudade, tanta falta de força, tanto vazio e tanta vontade. Quem sabe apenas um pequeno arranhão, só isso.
E só eu sei o quanto preciso me segurar para não ceder, para não deslizar a lâmina pela pele mais uma vez. Porque eu sei que não seria apenas um arranhão, eu sei que logo estaria com os braços cheios, com a cabeça planejando novos cortes, novas direções, e, quando eu menos esperasse, seria só nisso que eu poderia pensar.
Então fico aqui, olhando para meus pulsos vazios e tentando me orgulhar, tentando não sentir falta.

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