O mais estranho de tudo isso é que, mesmo sabendo de toda dor, de todo tempo lutando para conquistar controle, de todo desespero e medo, uma parte de mim ainda tenta voltar, ainda se encanta e se ajoelha, ainda enfraquece, implora, e admira. É como se uma parte de mim precisasse disso, uma parte de mim adorasse a dor, o drama, o fracasso, o terror.
Essa parte de mim busca por fotografias, busca por ossos que os quilos a mais já esconderam, busca por curvas que antes não existiam, e sente tanta raiva, tanto nojo. Essa parte de mim enlouquece, promete não mais comer, promete voltar a miar, promete que tudo voltará ao que era. Essa parte de mim repete, como se sussurrasse em meus ouvidos, que estou sozinha, que ninguém mais se importa, que posso me destruir outra vez.
Em alguns momentos do dia sinto que não tenho nada a perder, sinto que posso voltar, me desesperar e, quem sabe, desaparecer. No resto do tempo, quando posso enxergar claramente tudo que tenho ao meu redor, sinto medo de me deixar levar, de me machucar e machucar todo mundo outra vez.
Essa parte de mim busca por fotografias, busca por ossos que os quilos a mais já esconderam, busca por curvas que antes não existiam, e sente tanta raiva, tanto nojo. Essa parte de mim enlouquece, promete não mais comer, promete voltar a miar, promete que tudo voltará ao que era. Essa parte de mim repete, como se sussurrasse em meus ouvidos, que estou sozinha, que ninguém mais se importa, que posso me destruir outra vez.
Em alguns momentos do dia sinto que não tenho nada a perder, sinto que posso voltar, me desesperar e, quem sabe, desaparecer. No resto do tempo, quando posso enxergar claramente tudo que tenho ao meu redor, sinto medo de me deixar levar, de me machucar e machucar todo mundo outra vez.
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